[SD-FORUM-LAT] EXPERTS ASK, EXPERTS ANSWER
SCD Symposium
info en scd-symposium.org
Mar Oct 17 07:49:05 ART 2006
Español - Portugués
Español
El Dr. Luciano Pereira desde Paraguay pregunta
- El Commotio cordis es una entidad de diagnóstico in crescendo en
los últimos años. Siendo de alta mortalidad y afectando a deportistas
jóvenes en la mayoría de los casos, ¿no debería establecerse la
obligatoriedad de la disponibilidad de cardiodesfibriladores y demás
equipos de reanimación en las instituciones públicas y privadas
dedicadas al deporte?
El Dr. Andrés Pérez Riera desde Brasil responde
- Estimado Luciano:
Soy Andrés Ricardo Pérez Riera de San Pablo, Brasil. La concusión
cardíaca, commotio cordis, o impacto de pared torácica no penetrante
(golpe traumático en la pared torácico que causa TV/FV) es causado
por impacto súbito, no penetrante y localizado en el tórax que en
teoría resulta en MS casi simultánea por trastorno en el sistema de
conducción. El commotio cordis puede resultar en MSC por inicio agudo
de FV. La FV puede resultar de estiramiento súbito durante el período
vulnerable, que es determinada por heterogeneidad de la
repolarización. El examen forense externo/interno detallado del
cuerpo no revela evidencias de signos estructurales, patológicos o
histológicos de trauma cardíaco. Una concusión cardíaca es una causa
rara y con frecuencia pasada por alto de MS. Este tipo de MS se
observa típicamente en individuos más jóvenes que participan en
deportes que involucran proyectiles y, en menor grado, cuando ocurren
colisiones. Las concusiones cardíacas son clínica, patológica y
químicamente diferentes de la contusión cardíaca (1).
Las causas principales de MS en atletas jóvenes (<35 años) son:
1) Miocardiopatía hipertrófica (MCH): la forma más común de MS en
atletas competitivos jóvenes;
2) Displasia arritmogénica del ventrículo derecho (DAVD);
3) Orígenes coronarios anómalos: síndrome de Bland-White-Garland
y otros;
4) Síndrome de Marfan;
5) Coronariopatía prematura;
6) Corazón estructuralmente normal (trastornos iónicos): MS con
corazón estructuralmente normal pero la causa principal de muerte en
las reclutas jóvenes en entrenamiento militar (2). Las entidades
principales son: SQTL congénito, SQTS, SBr y TVPC. Éstas son
patologías con fenotipos y etiologías muy diferentes, pero que
comparten una vía final común al causar MS: amplificación de
dispersión espacial de repolarización en forma de dispersión
transmural de repolarización (DTR) (3);
7) Enfermedad miocárdica inflamatoria: miocarditis;
8) Commotio cordis.
Se debe analizar la presencia de daño miocárdico en relación con
combates de boxeo oficiales. El impacto de baja energía de la pared
torácica puede ser responsable de MSC, es decir commotio cordis. Como
el boxeo es un deporte traumático en el que generalmente ocurren
golpes torácicos, parece interesante saber si hay cambios cardíacos
significativos en combates oficiales. Quince boxeadores amateur, que
participaron en las semifinales del Campeonato Italiano fueron
investigados por Bianco y cols.
Un ECG estándar antes, inmediatamente después, 1 hora y 12 horas
luego del combate, se obtuvieron de cada atleta para analizar:
1) Conducción aurículoventricular;
2) Eje QRS y duración;
3) Repolarización ventricular.
Una muestra de sangre también se obtuvo antes y 12 horas luego del
combate, para analizar creatina fosfoquinasa total, mioglobina y
troponina T. Luego del combate, se encontraron los siguientes cambios
significativos:
1) Voltajes QRS más altos;
2) Infradesnivel de punto J y segmento ST en derivaciones laterales;
3) Pendiente ST más alta;
4) Tiempo máximo de onda T más corto, e
5) Intervalo QT más corto.
Cuando los 2 últimos parámetros se corrigieron según la frecuencia
cardíaca, no se observaron diferencias en el QTc, mientras que el
tiempo máximo de onda T aumentó significativamente. Todos estos
cambios persistieron hasta una hora después del combate. Además 3/15
boxeadores (20%) mostró anomalías marcadas de repolarización
ventricular en las derivaciones laterales luego del combate,
persistiendo por 12 horas en cada caso. Sin embargo, ningún atleta
presentó signos clínicos o humorales de daño miocárdico luego del
combate. Se concluyó que no se encontraron signos clínicos y
humorales de daño miocárdico luego de combates de boxeo amateur,
aunque se pueden encontrar anormalidades de repolarización
ventricular en ECG en el 20% de los boxeadores, probablemente por
hiperactividad simpática relacionada con el evento agonístico (4).
Referencias
1) Koehler SA, Shakir A, Ladham S, et. al. Cardiac concussion:
definition, differential diagnosis, and cases presentation and the
legal ramification of a misdiagnosis. Am J Forensic Med Pathol.
2004;25:205-208.
2) Eckart RE, Scoville SL, Shry EA, Potter RN, Tedrow U. Causes of
sudden death in young female military recruits.Am J Cardiol. 2006;
97:1756-1758.
3) Antzelevich C, Oliva A. Amplificaion of spatial dispersion of
repolarization underlies sudden cardiac death associated with
catecholaminergic J Intern Med. 2006;259:48-58
4) Bianco M, Colella F, Pannozzo A, Oradei A, et al. Boxing and
"commotio cordis": ECG and humoral study. Int J Sports Med.
2005;26:151-157.
-------------
Portugués
Dr. Luciano Pereira de Paraguai pergunta
- O Commotion cordis e uma entidade de diagnostico crescente nos
últimos anos. Sendo a mortalidade alta e afetando, na maioria dos
casos, jovens esportistas, não deveria ser estabelecido uma
obrigatoriedade na disponibilidade de cardiodesfibriladores e demais
equipamentos de reanimação nas instituições publicas e privadas
dedicadas ao esporte?
Dr. Andrés Pérez Riera de Brasil responde
Caro Luciano: Aqui é Andrés Ricardo Pérez Riera de São Paulo Brasil.
Concussaõ Cardíaca, commotio cordis, ou impacto não penetrante da
parede torácica (explosão traumática da parede torácica causando TV/
FV) é causado por um impacto localizado súbito, não penetrante, da
parede do tórax que é teoricamente resulta em MS quase simultânea por
uma ruptura do sistema de condução. Commotio cordis pode levar a MCS
devido a início agudo de FV. A FV pode resultar do estiramento súbito
durante uma janela vulnerável, que é determinada pela repolarização
não homogênea. O exame detalhado interno/externo do corpo não revela
evidência de sinais estruturais, patológicos, ou histológicos de
trauma cardíaco. A concussão cardíaca é uma causa rara e
frequentemente não percebida de MS. Este tipo de MS é tipicamente
visto entre indivíduos jovens que estão participando de esportes que
envolvem projéteis e, em menor grau, onde ocorrem colisões.
Concussões cardíacas são clinicamente, patologicamente, e
quimicamente diferentes da contusão cardíaca 1.
As principais causas de MS entre atletas jovens (<35anos de idade) são:
1) Miocardiopatia hipertrófica (MCH) é a forma mais comum de MS em
atletas jovens competitivos;
2) Displasia arritmogênica do ventrículo direito (DAVD;
3) Coronárias com origens anômalas: síndrome de White-Bland-Garlad e
outras;
4) Síndrome de Marfan;
5) Doença arterial coronária prematura;
6) Corações estruturalmente normais (alterações dos canais iônicos):
MS com coração estruturalmente normal foi a causa líder de morte
entre as mulheres jovens recrutadas durante o treinamento militar 2.
Estas entidades principais são: SQTL congênito, SQTC, S. Brugada,
TVCP. Estas são patologias de fenótipos e etiologias muito
diferentes, mas que dividem uma via final comum causando MS:
amplificação da dispersão espacial da repolarização na forma de TDR (3).
7) Doenças miocárdicas inflamatórias: Miocardites
8) Commotio cordis.
Análise da presença de dano miocárdico em relação a competições
oficiais de boxe. O impacto torácico de baixa energia pode ser
responsável pela MCS, i.e, commotio cordis. Como o boxe é esporte
traumático no qual as batidas no tórax ocorrem com freqüência, parece
interessante saber se existe alguma mudança cardíaca significante
durantes as competições oficiais. Quinze boxers amadores,
participantes das semifinais do Campeonato Italiano foram
investigados por Bianco et al.
Um ECG padrão foi obtido para cada atleta antes, imediatamente após,
1 e 12 horas após o jogo para analisar:
1) Condução Átrio-ventricular;
2) Duração e eixo do QRS ;
3) Repolarização Ventricular.
Uma amostra de sangue também foi obtida antes e doze horas após a
luta para análise da creatinofosfoquinase total, mioglobina, e
troponina T. Após a luta, as seguintes mudanças significativas foram
encontradas:
1) QRS com voltagens maiores;
2) Diminuição do ponto J e do segmento ST nas derivações laterais;
3) Maior decréscimo do ST;
4) Menor amplitude da onda T;
5) Tempo de pico da onda T menor; e
6) Menor intervalo QT.
Quando os 2 últimos parâmetros foram corrigidos pela freqüência
cardíaca, não foram observadas diferenças para o QTc, enquanto que o
tempo de pico da onda T aumentou significativamente. Todas estas
mudanças persistiram até uma hora após a luta. Além do mais, 3/15
boxers (20%) demonstraram anormalidades importantes da repolarização
ventricular nas derivações laterais após o contexto, persistindo por
12 horas em um caso. Contudo, não foi encontrado em nenhum atleta
sinais clínicos ou humorais de dano miocárdico após as lutas de boxe
amadoras, embora as anormalidades da repolarização ventricular possam
ser encontradas em 20% no ECG dos boxers, provavelmente são devidas a
hiperatividade simpática relacionada ao evento agonista (4).
Referências
1) Koehler SA, Shakir A, Ladham S, et. al. Cardiac concussion:
definition, differential diagnosis, and cases presentation and the
legal ramification of a misdiagnosis. Am J Forensic Med Pathol.
2004;25:205-208.
2) Eckart RE, Scoville SL, Shry EA, Potter RN, Tedrow U. Causes of
sudden death in young female military recruits.Am J Cardiol. 2006;
97:1756-1758.
3) Antzelevich C, Oliva A. Amplificaion of spatial dispersion of
repolarization underlies sudden cardiac death associated with
catecholaminergic J Intern Med. 2006;259:48-58
4) Bianco M, Colella F, Pannozzo A, Oradei A, et al. Boxing and
"commotio cordis": ECG and humoral study. Int J Sports Med.
2005;26:151-157.
Tudo de bom para todos
Andrés Ricardo Pérez Riera MD
Chefe do Setor de Eletro-Vetocardiologia da Disciplina de Cardiologia,
Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Fundação do ABC (FUABC)
– Santo André – São Paulo – Brasil.
Sebastião Afonso 885 Jardim Miriam SP Brasil
CEP: 04417-100
Fone: 5506-5925 Fax: 5506-0398
riera en uol.com.br
--
Dr. Sergio Dubner
President of Scientific Committee
Dr. Edgardo Schapachnik
President of Steering Committee
------------ próxima parte ------------
Se ha borrado un adjunto en formato HTML...
URL: http://www.grupoakros.com.ar/pipermail/scd-forum-lat/attachments/20061017/d8aa5fe3/attachment.html
Más información sobre la lista de distribución Scd-forum-lat