[AF-FORUM] 10S Anticoagulação em jóvem de 28 anos. Dr. Aramburu
ATRIAL FIBRILLATION SYMPOSIUM
info em af-symposium.org
Sábado Outubro 10 01:26:55 ART 2009
Estimado Dr. Iabluchansky:
Obrigado por suas perguntas, que devo confesar-le, me coloca em um aperto!
Obrigado também por seus aportes!
Este jovem não é um alcohóolico crônico; o episódio relatado foi
ocasional durante a celebração ao receber seu diploma de advogado.
Depois da cardioversão recuperou o rítmo sinusal a uma frequência média
de 70 latidos por minuto.
Durante o Holter, desenvolveu um episódio de taquicardia sinusal de 136
latidos por minuto durante uma corrida forçada espontânea de 150 metros.
Não tenho datos da variabilidade da FC e não desenvolveu nenhuma
extrasístole no Holter
Espero haver respondido, apesar de parcialmente algumas de suas perguntas
Cordialmente
Dr. Aramburu
> Tenho algumas perguntas e considerações sobre este caso clínico:
> 1) Este foi um episódio de consumo de alcohóol esporádico ou uma
> miocardiopatia alcohóolica com suas manifestações?
> 2) Depois da cardiovenção, se recuperou o rítmo sinusal. Seria
> interessante saber: a FC basal, a FC com esforço, a variabilidade da
> FC, que tipo de extrasístoles e quando aparecem.
> 3) `Um não pode tomar banho duas vezes no mesmo rio`, por isso, a
> questão sobre a indicação da anticoagulação depois da cardiovensãoé
> retórica. Dado a ausência de trombos e da doença cardíaca estructural,
> creio que não há necessidade de continuar com a anticoagulação.
> 4) Em quanto aos beta-bloqueantes, é importante conhecer as
> características do rítmo sinusal de este paciênte (ver ponto 2).
> 5 Os transtornos do sistema nervoso autônomo desempenham um papel
> importante na geração dos primeiros paroxismos de FA. Haveria que
> estudar a variabilidade do rítmo cardíaco deste paciênte (durante 24
> hs) e, além disso, estudar a variabilidade da pressão arterial.
>
> Muito obrigado
> Dr. Mykola Iabluchansky
>> Felicidades pelo nível das exposições!
>> Queria consultar sobre a anticoagulação de um paciênte de 28 anos que
>> concorre ao serviço de emergência logo de começar uma semana antes
>> com palpitações rápidas que aparecem depois de uma ingesta
>> alcohóolica que chega a embriagez. Sendo que no momento da consulta
>> se emcontrava muito sintomático, com palpitações e disnea e
>> constatando-se uma FA de quase 200 latidos por minuto, se procede a
>> cardiovertilo eléticamente logo de constatar ausência de trombos por
>> ecocardiografia e anticoagular-lo com heparina. Recupera o rítmo
>> sinusal e se inicia anticoagulação oral com acenocumarol. O paciênte
>> carecia de todo tipo de antecedentes patológicos, a função tiroideia
>> era normal e não se constataram alterações estruturais no
>> ecocardiograma.
>> Se o deixou medicado com atenolol 50 mg\dia e anticoagulado com um
>> RIN em rangos entre 2 e 3.
>> Leva 3 meses em rítmo sinusal, totalmente asintomático e no Holter
>> não se detectaram extrasístoles.
>> A pergunta é se vocês houvecem iniciado anticoagulação com
>> dicumarínicos, a mantendriam e coontinuariam com o mesmo? Neste
>> último caso, porquanto tempo?
>> E se o deixariam com B bloqueantes?
>>
>> Obrigado antecipadamente
>>
>> Dr. José Aramburu
>> Argentina
>>
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