[AF-FORUM] 148E Dabigatran. Dr. Kalejs
ATRIAL FIBRILLATION SYMPOSIUM
info em af-symposium.org
Sexta Outubro 23 15:59:19 ART 2009
Estimado Andrés Ricardo Pérez Riera:
Obrigado por sua revisão breve e perfeita. Está bem claro que pelo
momento a warfarina é "número um" na terapia de prevenção de ACV, mais
tem muitos problemas na prática clínica. Há dois grupos de drogas novas
- o grupo de trombina (dabigatran) e o grupo Xa (rivaroxaban e
apixaban). Segundo sua opinião, o rovarovaban e o apixaban tem as mesmas
desvantagem?
Cordialmente,
Oskats Kalejs MD, PhD,
P.Stradins University Hospital
Riga, Latvia
e-mail : v_puuks em yahoo.co.uk
> Estimado colega, Dr. Vidal e todos:
> Por muitos anos os antagonistas da vitamina K, heparina não
> fracionadas, heparinas de baixo peso molecular e pentassacarídeo eram
> as únicas drogas anticoagulantes disponível para a prevenção do
> tromboembolismo venoso depois da cirurgia e FA. As vantagens e
> desvantagens da dabigatrán em relação com os antagonistas da vitamina
> K, heparina não fracionada, heparinas de baixo peso molecular.
>
> I) Vantagens
> 1) Monitorização de coagulação não é necessária
> 2) Via de administração oral, enquanto que a enoxaparina requer
> injeções diárias por via subcutânea
> 3) Eficácia previsível.
> 4) Rápido início de ação.
> 5) Capacidade de unir fatores de coagulação de união de coágulos
> 6) A terapia com dabigatrán não exige monitorização laboratorial,
> enquanto a contagem plaquetária devem ser monitoradas com a
> enoxaparina ou a
> coagulação (RIN) com antagonista oral da vitamina K.
> 7) Desde a perspectiva do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra, a
> tromboprofilaxia com dabigatrán etexilato economizava custos em
> comparação com a enoxaparina 40 mg uma vez ao dia, com eficácia e perfis
> de segurança comparáveis.
> 8) A atorvastatina não teve influência sobre o perfil
> farmacocinético / farmacodinâmico do dabigatran, e vice-versa,
> o dabigatran etexilaro não teve um impacto sobre o perfil
> farmacocinético/farmacodinâmico da atorvastatina. Ambas as drogas se
> toleram bem, quando se administravam isoladamente ou em combinação.
> 9) A farmacocinética e de farmacodinâmica dabigatran etexilato não são
> afetados por insuficiência hepática moderada. O grau de glucuronidação
> do dabigatran não foi alterada pela doença hepática; a capacidade de
> glucuronidação se manteve na doença hepática moderada.
>
> II) Desvantagens
> 1) Não há antídoto conhecido para a sobredosagem de dabigatran (BIBR
> 1048) e o rivaroxaban (BAY 59-7939) inibe fatores IIa e Xa
> respectivamente.
> 2) O dabigatran se associou com o vazamento de feridas cirúrgicas nos
> casos de cirurgía.
> 3) A hemorragia aumenta com a idade. A dose diária de 150 mg /dia tem
> como alvo os pacientes mais idosos e aqueles com insuficiência renal
> moderada, que permite aos médicos diminuir o risco de hemorragia na
> quantidade crescente de pacientes frágios cada vez mais frágil que se
> submetem a cirurgia ortopédica e em pacientes idosos com FA.
> 4) A hemorragia aumenta nos casos de insuficiência renal com o uso de
> dabigatran.
> 5) O dabigatran se torna mais potente quando combinado com
> inibidores da P-glicoproteína ou com drogas que deteriorem a função
> renal.
> 6) Deve evitar-se a combinação com outros medicamentos antitrombóticos.
>
> Saudações a todos,
>
> Andrés Ricardo Pérez Riera MD
> In Charge of electro-vectorcardiogram sector. Cardiology Discipline. ABC
> Medical Faculty. ABC Foundation. Santo André - São Paulo. Brazil
> Sebastião Afonso, 885 CEP: 04417-000
> Jardim Miriam – São Paulo - Brazil
> Phone: (11) 5621-2390
> riera em uol.com.br
>
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