[AF-FORUM] 104E Artérioesclerosis e FA Dr. Perez Riera
ATRIAL FIBRILLATION SYMPOSIUM
info em af-symposium.org
Quarta Outubro 21 08:02:39 ART 2009
Estimados Dra.Mykola e todos:
Fibrilação atrial depois do infarto agudo de miocárdio.
A FA é uma complicação frequênte do IAM (≈10 a 15%) e se associa com
morbilidade e mortalidade aumentadas por ACV ou morte. Se observo uma
incidência menor de FA em populações não caucasianas. Asiáticos que
experimentaram síndromes isquémicos agudos tem uma frequência
significativamente menor de FA em compraração com os brancos. Se
precisam mais estudos para pesquisar os mecanísmos e o potencial
escoramento genético por trás desta associação.
(1) Verificou-se que os marcadores elevados de inflamação co-relacionam
com um risco maior de eventos cardíacos em pacientes com IAM. Há
sugerido que a proteína C reativa (PCR) poder estar envolvida no início
do processo de FA. A PCR pode ser um fator de risco de FA em pacientes
com IAM de parede anterior(2). De uma grande base de dados agrupados
(120.566 pacientes) cim IAM, se verificou que a FA é mais comum em
pacientes com IM com supradesnível ST que em pacientes sem supradesnível
ST. Se encontrou uma associação de FA com mortalidade a curto e longo
prazo entre pacientes com IAM sem supradesnível ST, que tem uma
combinação de anormalidades da AI no ECG (duração prolongada da onda P:
≥110 ms) e em eco (dilatação da AI) em compraração com aqueles sem estas
anormalidades (4).
Os pacientes que desenvolveram a FA estão com maior risco de ACV agudo e
de morrer durante a hospitalização em comparação com pacientes que não
desenvolveram a FA durante a internação por IAM. Uma idade avançada,
sexo feminino, IM prévio e a ocorrência de FA durante a internação se
associm com maior risco de ACV(5). A sobre-vida pós alta é
significativamente mais nos pacientes que desenvolveram FA(6). Os
pacientes com IAM e FA/aleteo pressagiam um mal prognóstico a longo
prazo, principalmente por um excesso de MS. O tratamento com inibidores
ECA e digital pode ter efeitos benéficos a longo prazo sobre a MS(7).
O ensaio ESTEEM avaliou 6 meses de tratamento com ximelagatrán junto com
aspirina, em compraração só com a aspirina, para a prevenção de eventos
isquémicos em 1883 pacientes randomizados em 14 dias depois de IM. Após
seu IM que os qualificam para inclusão, em 9% dos pacientes desenvolveu
FA no Hospital. Se calcularam os índices de risco multi-variados para o
ximelagatrán comparados com placebo pela presença de FA. De 101
pacientes com FA tratados com ximelagatrán, em 6,9% sofreu morte, IM ou
ACV, em comparação com o 20,6% em 73 pacientes que receberam placebo. O
ximelagatrán reduziu o risco de morte, IAM ou ACV em uns 70%. Para os
eventos resultantes separados, os autores encontraram tendências
similares e não significativas(8).
A comparação randomizada entre 8.659 pacientes, descobriu que a terapia
com estatinas a doses mais altas não reduziu a incidência a curto prazo
de FA em pacientes depois de síndromes agudos coronários em comparação
com o tratamento de estatinas a doses padrão(9).
A ranolazina, um inibidor de I(Na) tardío parece ter efeitos
antiarítmicos, segundo avaliação por monitoramento ECG contínuo de
pacientes na primeira semana depois da internação por SCA. Os estudos
desenhados especificamente para avaliar o potencial da ranolazina como
um agente antiarrítmico são obrigatórios(10). Ao alterar o nível de
sódio intracelular, a ranolazina afeta os canais de cálcio dependentes
do sódio durante a isquemia miocárdica em coelhos. Assim a ranolazina
indiretamente evita a sobre-carga de cálcio que causa a isquemia
cardóaca em ratos.
Se sabe que a ranolazina aumenta o intervalo QT no ECG. Enquanto o
aumento médio no QTc é aproximadamente 6ms, aproximadamente em 5% dos
indivíduos podem ter prolongação QTc de 1 ms ou mais. Poe esta razão
devemos ser cutelosos quando usamos a ranolazina em combinação com
outros medicamentos que aumentamo intervalo QT. Além pelo efeito da
ranolazina sobre o intervalo QT aumentando no contexto de disfunção
hepática, está contra-indicada no contexto de doenças hepáticas leves,
moderada e severa.
O ensaio de pesquisa de óleo de peixe com OMEGA 3 para o atraso de
recorrência da fibrilação atrial (FORomegaARD)determinará se o
suplemento famacológico com 1 g de estéres etólicos de ácido OMEGA 3
pode reduzir a recorrência de FA em pacientes com FA prévia que tenha
recuperado o rítmo sinusal normal(11).
O uso rotineiro de stents liberadores de drogas em pacientes com FA não
parece justificar-se. Un risco acrescido de hemorragia grave com essas
drogas em comparação com stents metálicos não revestidos levanta a
possibilidade de que os stents libertadores de drogas devem limitar-se a
pacientes com lesões ou com alto risco de reestenose(12).
Referências:
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3) Lopes RD, Pieper KS, Horton JR, Al-Khatib SM, Newby LK, Mehta RH,
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12) Ruiz-Nodar JM, Marà n F, Sánchez-Payá J, Hurtado JA,
Valencia-Martà n J, Manzano-Fernández S, Roldán V, Pérez-Andreu V,
Sogorb
F, Valdés M, Lip GY. Efficacy and safety of drug-eluting stent use in
patients with atrial fibrillation. Eur Heart J. 2009 Apr; 30: 932-939.
Saudações para todos,
Andres Ricardo Perez Riera MD
In Charge of electro-vectorcardiogram sector. Cardiology Discipline. ABC
Medical Faculty. ABC Foundation. Santo André - São Paulo. Brazil
Sebastião Afonso, 885 CEP: 04417-000
Jardim Miriam São Paulo - Brazil
Phone: (11) 5621-2390
riera em uol.com.br
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