[AF-FORUM] 83E Arterioesclerosis e FA. Dr. Pérez Riera
ATRIAL FIBRILLATION SYMPOSIUM
info em af-symposium.org
Quarta Outubro 21 07:23:40 ART 2009
Conceito pleiotrópico e inibidores de HMG-CoA reductasa (estatinas)
Estimado colega, Iabluchansky:
Pleiotrópico é um adjetivo que significa produzir mais de um efeito,
produzindo muitos efeitos. Também especialmente na área genética,
produzir multiplos efeitos de um único gen: ter múltiples expressões
fenotípicas - um gen pleiotrópico-. Por exemplo, o gen de Margan é
pleiotrópico com efeitos generalizados e pode causar dedos largos em
mãos e pés (aracnodactilia), desplaçamentoda lente ocular e disecção e
aneurisma de aorta.
Os inibidores da 3-hidroxi-3-metil-glutaril-CoA redutassa (estatinas)
são das drogas mais indicadas em todo o mundo. Desde seu descubrimento
no Japaão a mediados dos anos 70, as estatinas se tem usado ampliamente
para diminuir o colesterol de lipoproteinas de muito baixa densidade. No
entanto, o analise de investigação cardiovascular há revelado outros
efeitos importantes além das mudanças nos parâmetros de lípidos,
mencionados como eifeitos pleiotrópicos. Enquanto que a modificação de
lípidos segue sendo a função principal de estatinas, há um interesse
crecente em seus efeitos potenciais pleiotrópicos, especialmente como
agente antiflamatório em seu papel como antiarrítmico, especialmente na
FA. A FA e a insuficiência cardíaca (IC) representam 2 epidemias
mundiais. Evidências recentes sugerem que as estatinas podem ter efeitos
benéficos sobre os esultados cardiovasculares com pacientes com IC, e
especificamente na prevenção de FA. Varios ensaios demostraram que
reduzem a morbilidade e a mortalidade cardiovascular na prevenção
primaria e secundaria. O meta-análise sugere que as estatinas podem ser
efetivas na prevenção de FA, especialmente no contesto pós-operatório.
Há dados insuficientes para o uso generalizado de estatinas somente para
a prevenção de FA. Se necessitam de ensaios clínicos randonizados mais
extensos com um seguimento a largo prazo em diferentes cituações
clínicas e métodos mais senciveis para a detecção de arritimia para
qualificar o impacto das estatinas na FA(1).
Em um estudo observacional em pacientes com FA de novo início, o uso de
estatinas se associou com uma redução significativa de 74% nas
probabilidades de recorrência de FA, mais somente em pacientes que além
disso tomavam beta-bloqueantes. O uso de estatinas sem beta-bloqueantes
concomitantemente, não se associou com nenhuma mudança na recorrência de
FA (2). Um meta-análise recente oferece evidências de que a terapia
pré-operatória com estatinas se associa com uma redução na incidência de
FA logo da cirurgia cardíaca (3).
Nos pacientes maiores com FA tratados com anticoagulação oral, a terapia
intensiva para diminuir o colesterol (atorvastatina 40 mg/día e
ezetimiba 10mg/día) se tolerou bem. Não se achou um risco aumentado de
hemorragia em um estudo randomizado, ao azar e controlado por placebo (4).
Nos pacientes com FA paroxística, o vício em pravastatina e enalapril as
drogas antiarrítmicas foi mais efetiva para manter o ritmo sinusal em
termos de terapia upstream (5).
Provaveis (não confirmados) efeitos pleiotrópicos das estatinas:
1) Melhora da função endotelial (5 e 6)
2)Estenósis aortica valvular? Apesar de que os estudos de corte
retrospectivos e prospectivos mostram que as estatinas retardam a
progressão de estenosis aortica e melhora a hemodinamica da válvula
afetada, os dados dos estudos randomizados e controlados não reforçam
estas discobertas. Simvastatina e Ezetimiba en Estenosis Aórtica, um
extenso ensaio randomizado e controlado, não somente encontrou que as
estatinas não tem um efeito significativo sobre a progressão da
estenosis aortica, mais que a terapia de estatinas em aqueles com
estenosis aortica pode resultar em uma maior incidência de câncer (8).
3) Fibrilação atrial: vários estudos observacionais, randomizados,
clínicos e extensos, tem demostrado resultados similares que mostram o
efeito benéfico das estatinas na FA. Nos estudos clínicos, as estatinas
foram consideradas efetivas na prevenção de FA logo após a cardiovenção
elétrica, pós-ablação e logo de um implante de marcapassos permanente e
CDI (9).
4) Insuficiência cardíaca.
5) Doença arterial periférica.
6) Câncer.
7) Alzheimer.
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Nakamura M. Long-term efficacy of upstream therapy using
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[No
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8) Loomba RS, Arora R. Statin Therapy and Aortic Stenosis: A
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9) Hadi HA, Mahmeed WA, Suwaidi JA, Ellahham S. Pleiotropic
effects of
statins in atrial fibrillation patients: the evidence. Vasc Health Risk
Manag. 2009;5: 533-551.
Saudações para todos,
Andres Ricardo Perez Riera MD
In Charge of electro-vectorcardiogram sector. Cardiology Discipline. ABC
Medical Faculty. ABC Foundation. Santo André - São Paulo. Brasil
Sebastião Afonso, 885 CEP: 04417-000
Jardim Miriam “ São Paulo - Brasil
Phone: (11) 5621-2390
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