[AF-FORUM] 41E Terapias "Upstream" na FA Dr. Pérez Riera

ATRIAL FIBRILLATION SYMPOSIUM info em af-symposium.org
Quarta Outubro 14 10:56:45 ART 2009


TERAPIAS “UPSTREAM” NA FA
 
O fracasso na terapia farmacológica para FA e manutenção do ritmo 
sinusal (RS) pode obedecer a remodelamento atrial causado por fibrose e 
inflamação.
 
A abordagem convencional com antiarrítmicos pode ser de pouca eficácia, 
particularmente pelo risco de pro-arritmia.
A terapía “Upstream” atua interferindo no processo de remodelamento e 
pode ser eficaz na manutenção do ritmo sinusal.
 
As terapia “Upstream” são novas abordagens para o tratamento de FA que 
não afetam  os canais ionicos como alvo reduzindo o remodelamento 
estrutural. A hipertrofia, dilatação, inflamação, fibrose, estresse 
oxidativo, afetação do enditélio, fragmentação da membranas elásticas, 
proliferação de fibroblastos. Apoptose, e pode ajudar a modificar o 
substrato que mantém a FA.(1; 2).
A terapia “Upstream” está fundamentada em agentes que modulam os alvos 
não iônicos chamados de terapias “upstream”. Os principais são:
1)            Inibidores da enzima conversora da angiotensina
2)            Bloqueantes dos receptores AT1 da angiotensina II BRAS
3)            Estatinas o efeito imunosupressivo da HMG-CoA reductase (4)
4)            Drogas que bloqueiam seletivamente os canais atriais 
ultra-rápidos (IKur)(5)
5)            Drogas que atuma no canal Acetilcolina –regulador de K+ 
(IKACh)
6)            Óleos de peixes.
7)            Glucocorticoides
8)            Astaxantin: (um produto que diminui o estresse oxidativo  
9)            Atividade física moderada.
Exemplo: Em pacientes com FA paroxística a adição ao esquema terapêutico 
com antiarrítmicos  de pravastatina e enalapril  foi mais efetivo na 
manutenção do RS (7). Estas terapias associam-se com uma redução da 
recorrência, isto é, um inicio de outro evento (Ex prevenção primária) e 
com reduzida recorrência  (prevenção secundária). São necessários 
grandes trabalhos( “trials”) randomizados para elucidar a verdadeira 
utilidade da terapia “upstream” tanto na prevenção primária quanto na 
secundária da FA (8).
Referências
1)                          Burashnikov A, Antzelevitch C. New 
pharmacological strategies for the treatment of atrial fibrillation. Ann 
Noninvasive Electrocardiol. 2009 Jul; 14: 290-300.
2)                          Doriot PA, Dorsaz PA, Shah DC. Why can 
pulmonary vein stenoses created by radiofrequency catheter ablation 
worsen during and after follow-up? A potential explanation. J 
Cardiothorac Surg. 2008 May 5; 3:24.
3)                          Burstein B, Nattel S. Atrial structural 
remodeling as an antiarrhythmic target. J Cardiovasc Pharmacol. 2008 
Jul; 52: 4-10.
4)            Israel CW. Effect of statins in 'upstream therapy' of 
atrial fibrillation: better reliability with implantable cardiac 
monitors. Eur Heart J. 2008 Aug;29:1798-1799.
5)            Ehrlich JR, Nattel S. Novel approaches for pharmacological
1)            management of atrial fibrillation. Drugs. 2009; 69: 757-774.
6)            Pashkow FJ, Watumull DG, Campbell CL.Astaxanthin: a novel 
potential
2)            treatment for oxidative stress and inflammation in 
cardiovascular disease.Am J Cardiol. 2008 May 22;101:58D-68D.
7)            Komatsu T, Tachibana H, Sato Y, Ozawa M, Kunugida F, Orii M,
3)            Nakamura M. Long-term efficacy of upstream therapy using 
angiotensin-converting enzyme inhibitors and statins in combination with 
antiarrhythmic agents for the treatment of paroxysmal atrial 
fibrillation.Int Heart J. 2009 Jul; 50: 465-476.
8)            Smit MD, Van Gelder IC. Upstream therapy of atrial 
fibrillation.Expert Rev Cardiovasc Ther. 2009 Jul; 7: 763-778.
 
Saudações para todos
Dr. Andrés Ricardo Pérez Riera
Encarregado do setor de eletro-vetorcardiograma. Disciplina de 
Cardiologia. Faculdade de Medicina do ABC.  Fundação do ABC. Santo André 
- São Paulo. Brasil



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