[AF-FORUM] 49S Taquicardiomiopatia em paciente de 40 anos Dr. Asenjo

ATRIAL FIBRILLATION SYMPOSIUM info em af-symposium.org
Quarta Outubro 14 10:48:04 ART 2009


Estimado Dr. Cagnolatti:
 
Lí com muito interesse as opiniões sobre a  conduta com o seu paciente 
de 40 anos com taquicardiomiopatia por uma Fa com frequência ventricular 
alta.
Embora, a maioria das opiniões coincidem em bloquear o NAV e implantar 
um Mp com ou sem CDI, me parece que a melhor opção terapeutica, num 
paciente de 40 anos com flutter ablacionado e Fa recorrente que se fez 
permanente desde 2 anos, é tentar uma ablação da Fa.
Acredito que a maior limitação para a ablação da FA, seria se o atrio 
esquerdo estivesse muito limitado (> de 55mm).
Vários centros com experiencia nessa técnica, reportaram melhoria da 
funçAo ventricular posterior com a ablaçAo da FA, entre eles o grupo 
Haissaguerre et al.
Na nossa experiência, também tivemos pacientes jovens com 
taquiarrítimias supraventriculares e taquicardiomiopatia secundaria, 
inclusive um par deles referidos para transplante, que ao tratamento da 
arritimia culpavel, a função ventricular melhorou notavelmente, e alguns 
deles se normalizou.
Apesar de que nossa experiência em Ablação da FA não é tão imporante 
como as dos Centros de  países desenvolvidos, também tivemos pacientes 
jovens com FA´rápida e marcada depreçãoo miocardica (um deles com FE de 
VI perto de 35%) que se normalizou ao isolar as veias pulmonares e 
recuperar o ritimo sinusal. Se o seu paciente fosse muito maior (65-70 
anos), ou se a AE estivesse muito dilatada, acredito que decidiria por 
bloquear o NAV e implantar um MP (CRT), porém, aos 40 anos, no nosso 
grupo, tentaríamos curar a FA com radiofrequência e deixaríamos a opçAo 
de MP só se o conseguíssemos eliminar as arritimias causante.
         
 
Saudações cordiais
René Asenjo
Hospital Clínico Univ. de Chile e
Laboratorio de Electrofisiología Clínica Aleman de Santiago.

 
> Gostaria de apresentar um caso de um paciente de 40 anos, a quem faz 4 
> anos, se ablacionou um aleteo itsmo dependente exitosamente; com 8 
> meses âpresentou episódios de FA de alta resposta ventricular. Se 
> medicou e se reverteu farmacologicamente. O paciente com o tempo 
> presentou FA persistente durante anos e posteriormente se transformou 
> em permanente. O paciente foi deteriorando sua classe funcional e 
> voltou â consulta â 2 meses, com um deterioramento de sua função 
> ventricular: >FE e 33%, com dois episódios de edema pulmonar; continua 
> com resposta ventricular elevada, apesar do ótimo tratamento para 
> freiar a resposta ventricular. Pensamos em uma taquicardiomiopatia.
> Sugerimos marcapasso e ablação do nódulo AV ou cardiodesfibrilador.
> Mais ablação do nódulo AV?
>
> Obrigado, Dr. Alfredo Cagnolatti.





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